Bio

 At Berklee Studios, Boston, MA

At Berklee Studios, Boston, MA

 
 

Tocando há mais de 20 anos, Rod Duarte passou por diversas bandas. A mais importante delas foi a banda Exxótica, referência do rock nacional nos anos 2000. Como baterista da Exxótica, gravou os CDs III e IV, ambos atingindo o disco de ouro no Brasil: 50 mil cópias vendidas.

Além disso, também participou de outros projetos como Audiorepublica e A Máfia, que hoje conta com Gel Fernandes na bateria, Aaron Matsumoto no violão e vocais, Fabiano Carelli na guitarra, e Pedro Cordeiro no baixo. Em seu primeiro ano na Berklee College of Music, integrou a One Way Circus, que contava com Jhonatan Szpekman no baixo e vocais, Matias Rengel na guitarra, e Carlos Morales na guitarra.

A influência e gosto musical dos pais de Rod Duarte foram decisivas para seu desenvolvimento como baterista. Bandas como Queen, Pink Floyd, Rush e Led Zeppelin foram trilha sonora para a sua infância, mas foi Michael Jackson que o fez comprar seus primeiros discos de vinil.

Aos 15 anos, conheceu Helton Negrini, mais conhecido como Geléia da banda Garagem, em um acampamento de férias. A dupla inseparável cantava e tocava músicas todos os dias. Após conhecer a banda de Geléia (na época a renomada Alfa Zero), Rod teve sua primeira experiência como roadie: “Nisso, me interessei por bateria. Aprendi a tocar “Vira Vira” dos Mamonas Assassinas em poucos minutos. Geléia insistiu para que eu aprendesse, pois ‘levava jeito’”.

Após voltar a São Paulo, Rod se matriculou em uma escola de música pequena para ter aulas de bateria. Ali, enfrentou o gosto de seu professor, Eduardo Diniz, por jazz. “Nessa época eu já tinha meu próprio gosto musical. Metallica, Raimundos, Black Sabbath, Green Day. Meu professor da época era extremamente jazzista e não deixava entrar na sala de aula vestindo camiseta dos Raimundos, entre outras coisas, mas ele me forçou a aprender a ler partituras, o que foi imprescindível”.

Rod fez aulas de bateria em outras escolas. Os métodos diferenciados o incentivaram a estudar cada vez mais. Lael Medina, um de seus professores, incluía, como parte das aulas, assistir vídeos de bateristas famosos e ensinar técnicas utilizadas por eles. Rod, então, começou a comprar vídeo-aulas: o interesse pela história da música ajudava na prática do instrumento.

Na época, decidiu estudar música fora do Brasil. Considerada a melhor faculdade de música contemporânea do mundo, a Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos, foi o seu objetivo.

Começou a ter aulas com Alaor Neves, baterista renomado que passou pela Berklee. “Foi o professor que mais me influenciou, e o que eu fiquei tendo aula por mais tempo. Tocamos juntos em eventos, incluindo o projeto Toca Tambor, para o qual ajudei a compor peças de percussão, e somos amigos até hoje”.

Devido ao preço da escola e por não conseguir uma bolsa de estudos, Rod não conseguiu ir para Boston. Como plano alternativo, o baterista abriu um estúdio (projetado por Ricardo de Marino) em Moema, São Paulo. Para aprender a mexer em equipamentos de som, fez um curso no Instituto de Áudio e Vídeo (IAV).

Até tentar entrar, novamente, na Berklee College, Rod trabalhou em seu estúdio durante 10 anos, gravando projetos e fazendo ensaios. Mas estava determinado: vendeu tudo e refez a prova. Passou.

“Tive aula com Rod Morgenstein (Winger), Bob Tamagni, Steve Bolognese (Primal Fear) e Dave Vose. Evoluí imensamente como baterista. Paralelo a isso, me especializei em produção e engenharia de áudio, aprendendo com Stephen Webber, Jeff Largent, Sean Slade, Enrique Gonzalez Muller, Leanne Ungar, Rich Mendelsohn, Chad Blinman, Ted Paduck, Alex Rodriguez, Michael Abraham, Jonathan Wyner, Sean Neville, entre outros”.

 

Texto por Isa Souza